Vuelta Vertical alcança o Círculo Polar Antártico após uma viagem de dois meses.
- Paula Gonzalvo e Pedro Jiménez estão a navegar ao vivo 24 horas por dia, 7 dias por semana, pelo Atlântico Sul em condições extremas, aproximando-se de icebergues e de algumas das águas mais desafiantes do planeta.
- Depois de percorrer 14.000 quilómetros desde Castellón, a expedição chega ao arquipélago dos 50 Macacos-uivadores, enfrentando temperaturas negativas e tempestades contínuas. O veleiro Copernicus entra numa zona de icebergues após detetar o primeiro gelo da expedição..
Atlântico Sul | 15 JANEIRO | COORDENADAS 50°S
Dois meses depois de terem zarpado de Castellón a 15 de novembro, Paula Gonzalvo e Pedro Jiménez alcançaram o Círculo Polar Antártico a bordo do Copernicus, um marco crucial que marca o início da fase mais exigente da Volta Vertical: a circum-navegação da Antártida. Tendo navegado 7.550 quilómetros desde Mar del Plata e um total de 14.000 quilómetros desde Castellón, os dois velejadores espanhóis aventuram-se agora no lendário Oceano Antártico, onde as condições meteorológicas atingem o seu auge.
Condições extremas no Atlântico Sul
A travessia do Atlântico Sul representou um primeiro contacto com a dureza das águas polares. As temperaturas desceram de 23 graus Celsius para 10 graus, e nos próximos dias vão chegar aos -2 graus a bordo. As ondas ultrapassam regularmente os 10 metros de altura, enquanto ventos com força de furacão e tempestades contínuas definem o cenário meteorológico desta região.
“Vivemos em condições de tempestade quase constantes”, afirma Pedro Jiménez, a bordo do veleiro. “Cada dia é uma experiência que nos faz sentir humildes perante o poder do oceano. Mas a transmissão em direto permite a qualquer pessoa vivenciar esta realidade a partir de casa.”
Apesar das adversidades, os velejadores desfrutaram de momentos de relativa calma que lhes permitiram observar a vida marinha: as orcas e as baleias foram os seus primeiros encontros com a fauna antártica, relembrando-lhes a importância da missão científica que acompanha esta aventura.
Primeiro contacto com o gelo
Após dois meses no mar, a expedição detetou o seu primeiro bloco de gelo, marcando um ponto de viragem na viagem. O Copernicus está agora em território de icebergues, navegando a 50 graus de latitude sul — popularmente conhecido como “Os Cinquenta Gritantes” — uma das regiões mais desafiantes do planeta para a navegação.
O objetivo imediato é localizar e rastrear o movimento do icebergue A77, que está à deriva a uma média de 56 quilómetros por dia. Esta região, próxima do Mar de Weddell, é particularmente perigosa: o desprendimento de blocos de gelo do continente antárctico para o Atlântico exige vigilância constante e decisões estratégicas precisas.
“Estamos a percorrer esta rota de 19.300 quilómetros com objetivos de curto prazo”, explica Paula Gonzalvo. “A distância é tão imensa que precisamos de a dividir em marcos alcançáveis para nos mantermos focados. Neste momento, o nosso foco é navegar em segurança entre os icebergues e alcançar os pontos de referência que nos guiarão em torno da Antártida”.
Ciência em tempo real
Nos últimos dois meses, a Paula e o Pedro continuaram a recolher amostras de biodiversidade marinha e a analisar microplásticos em águas cada vez mais frias. Os dados recolhidos fornecem informações valiosas sobre o estado dos ecossistemas do Atlântico Sul, contribuindo para os objetivos científicos apoiados pela Universidade de Alicante, pelo Instituto Multidisciplinar Ramón Margalef e pela Década de Ação das Nações Unidas para os Oceanos.
Transmissão em direto sem precedentes: 24 horas por dia, 7 dias por semana, diretamente do oceano
Desde o início da expedição, o Copernicus transmite em direto 24 horas por dia no YouTube. Os espectadores puderam acompanhar a travessia do Atlântico, as manobras no meio da tempestade e, agora, o primeiro contacto com o gelo antártico, em tempo real.
Para além da transmissão contínua, Paula e Pedro apresentam diariamente o “Vertical Hour” às 18h00 UTC (19h00 em Espanha), um espaço onde partilham, em formato de confissão, o desenrolar da viagem, a estratégia a seguir e respondem a perguntas do público. Esta abordagem permitiu que milhares de pessoas em todo o mundo vivenciassem a expedição como se estivessem a bordo do Copernicus.
“A transmissão em direto permite que qualquer pessoa sinta o que significa navegar nas regiões polares e, ao mesmo tempo, compreender porque é vital protegê-las”, afirma Paula Gonzalvo.
Desafios futuros
Nos próximos dias, a expedição vai enfrentar condições ainda mais exigentes. Prevê-se uma tempestade significativa, com ondas até 6,5 metros, e o objetivo é alcançar o Círculo Polar Antártico no dia 24. A circum-navegação da Antártida, com as suas 12.000 milhas náuticas, representa a etapa mais desafiante de toda a Circum-navegação Vertical, onde cada decisão poderá ser crucial.
Paula Gonzalvo e Pedro Jiménez continuarão a navegar sozinhos, sem assistência externa, enfrentando rajadas de vento, vendavais, ventos com força de furacão e ondas até 10 metros. A expedição continuará a ser transmitida em direto 24 horas por dia, 7 dias por semana, permitindo ao mundo testemunhar este feito de navegação, ciência e consciência ambiental.
MONITORIZAÇÃO AO VIVO:
- YouTube ao vivo 24/7: vueltavertical.com/virtual
- Web: www.vueltavertical.com
- Hora Vertical: 18:00 UT (19:00 España) diariamente
PARA ENTREVISTAS OU MAIS INFORMAÇÕES:
SARA, apoio às comunicações terrestres
comunicacion@vueltavertical.com
Tfno.: +34 614 379 580
Em nome da “Navegantes Oceánicos”, todo o nosso apoio vai para a Paula e para o Pedro, e para toda a equipa da Vuelta Vertical.
Boa sorte, bons ventos e mar tranquilo!
Estamos a acompanhar-vos!


