Imagem: Meridiam Marine Electrical

Introdução.

Como já referimos no capítulo “Protecção do Circuito Elétrico CC de um Veleiro”, a maioria dos incêndios a bordo são de origem elétrica e envolvem principalmente o circuito de corrente contínua (CC) de 12V (ou 24V).

O curto-circuito ou o sobreaquecimento de um cabo (a ponto de fusão) são as causas mais frequentes de incêndios a bordo; e para nos protegermos, existem dois elementos-chave: os cabos e os fusíveis (ou disjuntores).

O meio marinho, com a sua elevada humidade e salinidade, é especialmente corrosivo para os cabos do nosso circuito elétrico. Assim sendo, todos os cabos devem ser de elevada qualidade, dimensionados corretamente e cumprir uma série de especificações de acordo com as normas em vigor. Num veleiro, não vale a pena poupar na cablagem do circuito.

Existem duas normas de referência principais para a cablagem a bordo: nos EUA, são utilizadas as normas da ABYC (American Boat and Yacht Council) e, na Europa, a norma ISO 13297 (Organização Internacional de Normalização).

O capitão/proprietário de um veleiro deve estar familiarizado com o sistema elétrico da embarcação. Para tal, a cablagem deve ser acessível, bem organizada e etiquetada, de modo a que cada secção do circuito possa ser identificada e qualquer componente (por exemplo, um fusível) substituído, se necessário.

Neste capítulo do livro online “ELETRICIDADE A BORDO”, iremos abordar os seguintes aspetos da cablagem elétrica de um veleiro:

– Características específicas dos cabos no sistema elétrico de uma embarcação.

– Fatores que afetam o dimensionamento de um cabo de um circuito elétrico.

– Utilização de tabelas (e da calculadora no site Boathowto) para determinar a espessura necessária do cabo.

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